Reportagem do The New York Times mostrou que o ex-presidente esteve na Embaixada da Hungria dias após ser alvo de operação. PF também vai investigar motivação.
Publicado pelo Portal vermelho
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta segunda (25) o prazo de 48 horas para o ex-presidente Jair Bolsonaro explique sua estadia de dois dias na embaixada da Hungria, em Brasília, entre os dias 12 e 14 de fevereiro.
Moraes é relator dos inquéritos do Supremo Tribunal Federal que miram o ex-presidente e seus aliados.
Uma reportagem do The New York Times publicada nesta segunda revela que Bolsonaro procurou abrigo na embaixada logo após convocar apoiadores para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no fim daquele mês.
A estadia aconteceu quatro dias após Bolsonaro ter seu passaporte apreendido pela Polícia Federal (PF) como parte da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.
A informação foi confirmada pelo advogado Fabio Wajngarten, que integra a equipe de defesa de Bolsonaro.
O fato aumenta a chance de o ex-presidente ser alvo de uma ordem de prisão preventiva, caso a estadia for caracterizada como uma tentativa de asilo político. Ou seja, uma fuga da Justiça brasileira.
Caso permanecesse dentro da missão diplomática, Bolsonaro não poderia, em tese, ser alvo de uma ordem de prisão por se tratar de prédio protegido pelas convenções diplomáticas.
O gesto de hospedar Bolsonaro, segundo auxiliares do Executivo, tem sido lido como uma interferência do Governo da Hungria, liderado por Viktor Orbán, em assuntos internos do Brasil.
O ex-presidente é aliado próximo do líder da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais expoentes da extrema direita na Europa. Ele se encontrou com Orbán em Buenos Aires, em dezembro de 2023, durante a posse do presidente da Argentina, Javier Milei.
Por isso, o Ministério das Relações Exteriores convocou para explicações o embaixador da Hungria, Miklós Halmai, em um sinal de contrariedade do governo brasileiro com a situação. O embaixador húngaro no Brasil é Miklós Halmai.
A PF também vai investigar a permanência de Bolsonaro na embaixada de seu aliado político. Segundo investigadores, é cedo para dizer se houve uma tentativa de fuga, mas é preciso investigar a veracidade e a motivação de o ex-presidente ter ficado na embaixada.
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