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“Caiado e Eliton são farinha do mesmo saco”, afirma Daniel Vilela

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Gente boa do Blog, o fogo cruzado começa a surgir de todos os lados.
“Farinha do mesmo saco.” Assim o pré-candidato ao governo pelo MDB, deputado federal Daniel Vilela, classifica os prováveis concorrentes Ronaldo Caiado (DEM) e José Eliton (PSDB). A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (2), durante entrevista à Rádio Sagres 730.
Daniel rememorou as eleições ao governo do Estado desde 1998, quando o ex-governador Marconi Perillo concorreu pela primeira vez ao cargo e teve como um dos seus principais apoiadores o então ex-deputado federal Ronaldo Caiado, responsável por levar o PFL (hoje DEM) para a aliança. “Caiado esteve ao lado deste governo durante 16 anos, ele não pode negar que faz parte deste grupo. Das últimas cinco eleições ele foi aliado de Marconi em quatro delas.”
O emedebista citou ainda a definição de candidaturas em 2010, quando o DEM ficou responsável por indicar o candidato a vice-governador na chapa de Marconi Perillo. O partido era controlado por Ronaldo Caiado e coube a ele a escolha do nome: “Caiado não pode negar que o desconhecido José Eliton (atual governador)  foi tirado do bolso do colete dele para ser indicado vice de Marconi na campanha de 2010.”
“Se Eliton hoje ocupa o cargo e é pré-candidato a governador, isso é fruto do desejo do senador Caiado. Eles representam o mesmo grupo político, as mesmas práticas, por isso que sempre digo que nós é que temos a legitimidade da oposição”, afirma o parlamentar. Ao contrário do DEM de Caiado, o MDB (antes PMDB) nunca fez aliança com o PSDB em Goiás.
Gestão fiscal
Daniel criticou a má condução financeira do Estado nos últimos anos e propôs que todos os pré-candidatos ao governo, com exceção de José Eliton, elaborem um documento manifestando ressalvas e preocupações ao empréstimo de R$ 510 milhões concedidos pela Caixa ao governo do Estado.
“Levei ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) minha preocupação com a gestão financeira do Estado. A folha de pagamento apresenta um déficit de R$ 3,6 bilhões. Isso significa que, nas palavras do conselheiro relator das contas do governo, o Estado corre o risco de não conseguir pagar os servidores públicos em novembro e dezembro.”
O pré-candidato citou outros exemplos de descompromisso do governo do Estado com a gestão e com a população: “Goiânia recebeu em 2014 uma promessa de receber do Estado caminhões de lixo e sequer isso foi cumprido pelo ex-governador Marconi Perillo.”
O parlamentar falou também sobre o descumprimento da lei das estatais, conforme publicado em reportagem na edição desta segunda-feira do jornal O Popular: “Fazem do Estado um cabide de empregos e não se preocupam com a eficiência, com a qualidade do serviço público. É chegada a hora de acabar com isso e renovar as práticas políticas em Goiás.”

 

Assessoria de Comunicação

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